Amanhã acontece o último dia da oitava edição do Fantaspoa – VIII Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, e o filme que encerra o festival é o aguardado “Cell Count”, do norte-americano Todd E. Freeman. O diretor estará presente em sessão comentada de seu novíssimo longa, mas antes de chegar ao Brasil, enquanto encontrava-se em Nova Iorque, ele bateu um papo conosco para falar de suas expectativas em torno do festival e de várias outras curiosidades. Confere aí:
O que te inspirou a escrever filmes e quando você pensou “é isso que eu quero”?
Tudo começou quando eu tinha 16 anos. Comecei fazendo um vídeo na escola e fiz videoclipes por alguns anos. Foi intenso... teve algo no processo que amei desde o início. Decidi que iria para a escola de cinema quando me formasse no colegial. Fiquei lá por dois anos e meu professor, David Schmoeller, me olhou e disse que eu realmente deveria fazer um filme, que eu já sabia tudo que eles estavam tentando me ensinar na escola. Então eu fiz... e nunca olhei para trás.
Qual a diferença entre escrever um filme e fazê-lo, de fato? Criar um conceito é diferente de torná-lo real, não é?
Bem, no estágio de escrita é perfeito. É exatamente o que você imagina... é qualquer coisa que você imagina. E então você faz o orçamento... Você monta o elenco... Você ajusta… E basicamente começa a tomar a real forma do que está para vir. No set você muda as coisas diariamente, mas fica o mais focado possível à visão original que teve enquanto escrevia sozinho. Então quando a poeira baixa você pega todos os pedaços de papel no chão e tenta colar junto ao script final, o qual é o processo de edição. Nenhum dos processos é precioso, são apenas passos necessários para chegar à conclusão.
O que as pessoas podem esperar de “Cell Count”? Conte-nos um pouco sobre o filme.
Espere o inesperado. Você nunca viu nada parecido com isso.
O filme conta a história de Russel Carpenter que, apesar de relutante, interna sua esposa Sadie em uma clínica de tratamento experimental para curá-la de sua doença terminal. Trancado nesse ambiente que mais parece uma prisão, o casal, junto com 6 outras pessoas, mal sabe que a cura que os espera poderá ser pior que a própria doença.
A Première do filme será realizada no Brasil, o que você acha disso?
Estou muito empolgado por fazer a Première do filme no Brasil. Foi um longo processo e estamos muito ansiosos para mostrar a esse público de amantes do cinema pela primeira vez. A cultura do Brasil é muito artística e aprecia nossos filmes de horror e ficção científica. É muito empolgante.
Quais são suas expectativas sobre o Fantaspoa?
Minhas expectativas? Hmmm… Bem, eu espero conhecer muitas pessoas e ter ótimos momentos com fãs do cinema. O cinema é um idioma universal. Os filmes foram criados e se tornaram populares porque eles viajaram e mostraram novas e excitantes coisas de outros mundos. ‘Cell Count’ não é diferente. Nós queremos entreter o mundo, não apenas nossa pequena parte dele.”.
O que vem por aí? Quais são seus planos para o futuro?
Nós estamos em Nova York conversando com distribuidoras e agentes sobre nossos filmes “Cell Count” e “The Weather Outside”. Está sendo muito empolgante ao passo que preparamos nossos próximos filmes. Estamos filmando uma adaptação do livro de nosso pai intitulado “The Rest of Us” o qual meu irmão, Jason, e eu co-dirigiremos. Também estamos no processo de escrita de nossos trabalhos pessoais. Meu irmão está preparando uma “comédia dark” e eu estou escrevendo um suspense.



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